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4.5.09

APRESENTANDO LUCIANA ARAUJO E SUA ACADEMIA CORPORALE






AINDA HÁ TEMPO PARA SALVAR SUA COLUNA

Descobri o sistema Pilates há 4 anos. Por curiosidade, fiz uma aula no LA Fitness de Boynton Beach e desde então, não mais parei. Faço no mínimo uma aula por semana, tento fazer 2 e mesmo 3 na academia, mas sempre que posso faço aulas em casa mesmo, no chão, com um colchonete. Levo comigo a carteirinha de sócio da Academia, espalhada por todo o país. Frequento a LA Fitness de Boston e a de Fort Lauderdale, na Flórida.

Em Março de 2009, viajei para Macaé e fiquei um pouco preocupado por ter que faltar as aulas por dois meses. Infelizmente, as academias brasileiras não são muito flexíveis em termo de preço com alunos viajantes. Foi, então, que conheci Luciana. Ela tinha acabado de abrir sua Corporale em Macaé, em frente à casa de minha amiga Lucia Souto Maior, onde estava hospedado. Melhor não podia ser. Conversamos um pouquinho e logo adquiri um pacote de 5 aulas, que colocaram minha coluna de viajante de volta no lugar, sem muito sacrifício e ainda fazendo aulas divertidas, que recomendo a todos. (Phydias Barbosa)

O que é PILATES?

Joseph Pilates (1880 – 1967) foi o inventor do método Pilates de condicionamento físico.
Joseph Pilates era um alemão que, quando criança, era doente que sofria de raquitismo, asma e febre reumática. Na adolescência, prevendo seu futuro numa cadeira-de-roda,s começou a estudar, como autodidata, anatomia e fisiologia humana e fundamentos de medicina oriental. Com isso desenvolveu exercício em aparelhos rústicos inventados por ele. Praticando esses exercícios em aparelhos criou seu próprio método e tornou-se obcecado em superar suas limitações físicas. Com essa prática, ainda jovem tornou-se ginasta e mergulhador. Finalmente desenvolveu cerca de 500 exercícios que o ajudaram, bem como seus seguidores, a levar uma vida longa e saudável.
É importante referir que o método Pilates não se centrava em exercícios padronizados, servidos como uma receita reutilizável de sujeito para sujeito. O método tinha aqui um cunho irrefutável de individualidade. Perante determinado indivíduo, Pilates alterava radicalmente os planos comuns de exercícios. E foram poucos aqueles que puderam assistir a todo este mecanismo de trabalho. Pilates teria sofrido grandes influências provenientes de métodos como o Yoga, as artes marciais e a meditação.


O Método Pilates tem como objetivo fortalecer os músculos e articulações e melhorar a flexibilidade do corpo. Para atingir os benefícios e ter uma melhor eficácia na série de atividades, essa técnica utiliza seis princípios: concentração, respiração, alinhamento, controle de centro, eficiência e fluência de movimento.

CORPORALE SAÚDE

A Corporale Saúde foi idealizada para atender às suas necessidades, sejam elas reabilitação, fitness ou melhora da postura, visando uma melhor qualidade de vida. As atividades são elaboradas de acordo com seu perfil e realizadas com equipamentos e acessórios de alta qualidade.

QUEM É LUCIANA ARAÚJO? é a loura da foto lá em cima...


Ela é Fisioterapeuta graduada pelo UNI-IBMR e Instrutora certificada em Pilates pela Metacorpus desde 2007. Fez o Curso de Pilates no tratamento das patologias da coluna vertebral pela Metacorpus Agosto de 2008. Educadora Física graduada pela Gama Filho desde 2000.

Modalidades E AULAS
*Pilates Individual - Aulas individuais, visando o objetivo do cliente, seja este fitness, reabilitação ou Postural. Recomendamos à pessoas que queiram atenção exclusiva ou para quem tenha algum problema específico a ser tratado e que requer maiores cuidados.

*Pilates em Grupo - Trabalhamos com grupos pequenos de no máximo 3 pessoas, para que a aula não perca o foco e que todos os participantes possam ser corrigidos e ter a atenção devidamente necessária.

* Pilates para 3a idade - Programas específicos para a terceira idade


** POWER PLATE

O "Power Plate" é um aparelho para ginástica, fisioterapia ou relaxamento na forma de uma plataforma que vibra. Os exercícios são feitos na plataforma gerando desequilíbrios e forçando o individuo a utilizar mais músculos para manter o equilíbrio ao mesmo tempo em que realiza os exercícios.

Os Benefícios são: menor desgaste articular; redução do tempo de treinamento, pois é possível trabalhar todo o corpo em aproximadamente 30 minutos; E o treinamento com vibração traz benefícios ao metabolismo, à coordenação motora, à circulação sangüínea (melhora da celulite) e auxilia na prevenção da osteoporose. O aparelho gera até 60 vibrações por segundo, o que força a pessoa a usar cerca de 97% da musculatura corporal para manter o equilíbrio durante os exercícios. As rápidas contrações musculares estimulam o sistema neuromuscular e potencializam os resultados, sem impactos.

**Marque uma aula experimental, sem compromisso**
Tels: (22)2793-8695 / 8832-7685 (21)9382-9399

CORPORALE SAÚDE

No Bairro da Glória, EM MACAÉ


Email e Msn: corporalesaude@hotmail.com

29.1.09

DESCONSTRUINDO ROMINA POWER (II) e apresentando Linda Christian



Já sabemos que nosso herói, quando pequeno, tinha mania de imitar artista de cinema e era fã de Tyrone Power. Cinematográficamente, o ator morreu num set de filmagem, rodando Salomão e a Rainha de Sabá. Romina, filha do ator, aos 7 anos de idade, chamou a atenção de Zinho. Algo o fazia ligar-se àquela menina e não sabia exatamente o que era. Hoje, passado mais de meio século do acontecimento, reconhece que talvez sejam resgates de outras vidas. 
Isso porque o tempo passou e os telex que Zinho enviou a Koln, na Alemanha, ou não chegavam a seu destino ou não havia interesse da dupla em responder a respeito da distribuição do video clipe no Brasil. Depois de editado, o clip foi enviado, mas nunca devolvido, com ou sem resposta de interesse em divulgá-lo. 
Zinho, claro, frustrou-se muito com a falta de comunicação, mas mesmo assim ligou  para um número de telefone e deixou diversos recados. Nada. 
Com isso, o projeto ficou engavetado, pois ele, já como diretor considerado no mercado, precisava continuar trabalhando. 
Casou-se com Tania e tiveram dois filhos, Natan e Isabel. 
Amadurecido e premiado no Festival de Gramado com um longa que dirigiu sobre a vida do último enforcado no Brasil, Zinho resolveu aceitar um trabalho temporário na cidade de Cambridge, Massachusetts, num curso de cinema para pessoas de lingua portuguesa.  Durante o workshop, um de seus alunos apresentou uma idéia para a produção de um curta e perguntou-lhe sobre direitos autorais de uma música chamada Felicittá, da dupla AlBano e Romina Power. De novo a presença da moça em sua vida, agora uma senhora de 57 anos de idade. Ele procurou e achou o site da artista e cantora, expondo trabalhos de arte e lançando documentário sobre o próprio pai em 2008. Enviou um email, sem saber se haveria resposta, mas dessa vez, ela veio. Romina finalmente respondeu a Zinho. Ele, então, ofereceu-lhe a oportunidade de fazer uma exposição de sua arte no Brasil.
Em São Paulo, depois da vernissage, num elegante jantar no Restaurante Marino’s, junto a artistas, curadores, etc, Zinho sentou-se junto a Romina. E finalmente conversaram sobre seu pai. Ela, depois de algum tempo, compreendeu a conexão e sentiu um calafrio. Olhou para Zinho, a imagem dele se confundiu com a sua de menina, na foto com o pai, Zinho brincando na poeira do seu povoado, a praia de Salvador, o show da Eurovision e a imagem de Linda Christian, mãe de Romina, pintada por Diego Rivera, que serviu de inspiração para a criação do texto desse blog.  
Para acompanhar com trilha sonora, marque o nome de Romina Power no Youtube. E não esqueça de pesquisar a vida de Linda Christian, uma das mais lindas atrizes de Hollywood nos anos 40 e 50 do século passado. Se der, analise sua beleza e compare com a de Romina. 

(Fotos: Linda Christian, mãe de Romina e Taryn)
Pintura a óleo de Diego de Rivera


25.1.09

DESCONSTRUINDO ROMINA POWER (I)





Quando pequeno, Zinho (apelido de nosso personagem) tinha mania de imitar artista de cinema, principalmente os heróis dos filmes de “mocinho”. Seu favorito durante muito tempo foi Tyrone Power, logo depois de A Máscara do Zorro, que assistiu 10 vezes no cine poeira da sua cidade. Já conhecia um pouco a trajetória do ator, porque também já tinha visto Jesse James um ano antes. Por isso, ficou chocado quando a notícia da morte de Tyrone chegou à cidade. A revista Cinelândia fez uma reportagem de 4 páginas, mostrando como o artista morreu, em plena cena de luta de espada, enquanto filmava Salomão e a Rainha de Sabá num estúdio na Espanha, em Novembro de 1958. Teve um ataque fulminante do coração.

Na revista, apareceu a foto dele com as duas filhas, Romina, de 7 anos e Taryn, de 5. Zinho pediu ao pai para convidar as meninas para irem morar com eles na roça. Seus olhos se fixaram em Romina, enquanto todos na casa riam da bobagem daquele garoto de 11 anos. 

Os anos se passaram. Zinho formou-se como diretor de cinema em 1974. Como primeiro projeto, resolveu adaptar uns contos alegres do Marquês de Sade e deu o título a seu filme de O Livro Negro do Amor. Como material de pesquisa, descobriu o filme Justine, também baseado num conto do Marquês, rodado na França em 1969 com…Romina Power fazendo uma jovem personagem do século 18. Assistiu inteiro, sem acreditar que aquela menininha que ele tinha visto numa foto em 1958 já filmava profissionalmente. Seus olhos se fixaram em Romina, de novo. Ela era mesmo linda aos 18 anos. Pra quem desejar assistir a uma cena do filme, sugiro uma visita ao Youtube. Romina aparece, nesta cena, no 1:35m, enquanto uma trama se passa pelos bastidores. Ela teria matado um homem e está sendo levada presa quando sua irmã, bem relacionada no castelo consegue que a soltem. Eis o link: http://www.youtube.com/watch?v=32HtyU30m80 / Em outra cena do filme, ela atua com a famosa atriz 
Sylva Koscina http://www.youtube.com/watch?v=L79FsExR16E / Para os saudosistas do gênero, uma pitada de Sade bem
conduzida, porém com uma ingenuidade artística.

Enquanto Zinho produzia filmes e anúncios de TV no Brasil, Romina casou-se ainda bem jovem com o cantor Al Bano, na Itália. Eles formaram um duo romântico que durou quase 3 décadas. Quando resolveu fazer uma viagem à Europa, em 1983, Zinho ficou surpreso de passar embaixo de um cartaz que anunciava Romina Power e Al Bano cantando num show do Festival da Eurovision. Assistiu à apresentação, pois para ele aquela cena teria que ser imperdível, afinal ali se materializava parte de seu sonho infantil. 


Tentou encontrar-se com ela enquanto ainda permaneceu em Roma, mas depois de alguns dias de pesquisa pelos estúdios, descobriu que o casal morava em Koln, na Alemanha. Era uma viagem para a qual ele não estava ainda preparado. Voltou ao Brasil, sem esperança de voltar algum dia a rever Romina Power.

Na produtora, Zinho recebeu um projeto para filmar nas praias de Salvador, na Bahia. Com toda a sua equipe próximo a um hotel de luxo, ele notou um grupo de pessoas meio barulhentas e pediu a sua assistente para ir falar com o grupo, mas ela voltou dizendo que eles não falavam português e ela não entendia o italiano. Zinho resolveu ir pessoalmente pedir silêncio ao grupo, pois ia filmar com som direto.  

A mulher que gesticulava e falava alto, neste momento estava cantando. Zinho não acreditou no que via. Ali, na sua frente… Romina Power! E ainda compondo uma canção a qual viria se chamar Arrivederci a Bahia! Aproveitou e pediu aos companheiros de equipe para levarem a câmera e naquele momento fez o video clip da música. Finalmente, ele conseguiu o telefone e o telex da artista. Poderia contatá-la depois que o clip estivesse pronto. Zinho teve que adiar o relato da sua história de menino para Romina. Agora, estava até envolvido profissionalmente. Inacreditável!

(Não perca a continuação no próximo Blog:  A música Felicitá num curta-metragem em Boston e Será que Zinho encontra Romina de novo na vida?)

Fotos: Romina e AlBano, anos 70, anos 90, cartaz do filme Justine e Tyrone com as filhas, em foto publicada na revista Cinelândia, de 1958. 

12.1.09

Nos bastidores do Cirque du Soleil



ASSISTAM: http://www.cirquedusoleil.com/world/es/es/index.asp

Fonte: Wikipedia



Jérôme Savary nasceu em Buenos Aires em 27 de Junho de 1942. Ainda atua como diretor e ator de teatro na França. O seu trabalho democratizou e abriu espaço para o teatro musical francês. Ele reinventou um mix de gêneros tão próximos e tão distantes como ópera, opereta e comédia musical num só espetáculo circense, onde havia palhaços, acrobatas, trapezistas, cantores, malabaristas, contorcionistas e o chamou de Le Grand Magic Circus. Precursor do Cirque? 
Seu pai era escritor e sua mãe, era filha de Frank W. Higgins, governador do Estado de New York entre 1905 e 1907. Savary foi morar em Paris ainda bem jovem. Lá, estudou música com Maurice Martenot, e na École Nationale Supérieure des Arts Décoratifs. Aos dezenove anos, mudou-se para New York, onde se associou aos gênios de Lenny Bruce, Jack Kerouac, Allen Ginsberg, Count Basie e Thelonious Monk. Em  1962, voltou à Argentina para completar o serviço militar obrigatório, mas dedicou-se também a ilustrar dicionários e a desenhar cartoons. Quando voltou a Paris em 1965, Jerôme criou a sua própria companhia teatral, "Le Grand Magic Circus". Ele dirigiu espetáculos famosos como Cabaret, Rigoletto, O Barbeiro de Sevilha e muitos outros. 
Mas, porque ir lá no fundo do baú, reavivar a memória em cima de Jérôme e sua troupe bem descontraída do Grand Magic Circus?

Do Magic Circus à Opera Cômica – teria ele influenciado os “high heeled” de Quebec e o Cirque du Soleil?

É que esse locutor que vos fala (a seus 17 leitores e ouvintes) desconfia grandemente que o Cirque du Soleil nasceu das idéias de Jerôme Savary.  Sim, o Cirque nasceu em Quebec e seu ancestral era um grupo que se denominava High Heeled, que eram artistas de rua. Eles apresentavam suas performances a troco de moedas e algumas notas.  
Foi fundado em Quebec (em 1984) por dois ex-artistas de rua, Guy Laliberté e Daniel Gauthier, em resposta a um apelo feito pelo Commissariat Général Aux Célébrations 1534-1984 do governo de Quebec, sobre a comemoração do 450º aniversário da descoberta do Canadá pelo explorador francês Jacques Cartier (1491-1557). Em 2000, Guy Laliberté comprou a parte do circo referente a Gauthier, que deixou a companhia e agora é dono da área de ski Le Massif, no rio St. Lawrence em Quebec. Atualmente o Cirque du Soleil é dirigido por Guy Laliberté, proprietário de 95% do patrimônio do Cirque e na lista de bilionários da revista Forbes. 
Le Grand Tour du Cirque du Soleil fez enorme sucesso em 1984, e após dois anos de fundação, Laliberté contou com a ajuda de Guy Caron, do National Circus School, para recriar a arte circense de modo particular. Cada espetáculo do Cirque du Soleil é a síntese da inovação do circo, contando com enredo, cenário e vestuário próprios, bem como música ao vivo durante as apresentações. De 1990 a 2000, o Cirque expandiu rapidamente, passando de um show com 73 artistas em 1984, para mais de 3.500 empregados, em mais de 40 países, com 15 espetáculos apresentados simultaneamente e lucro anual estimado em US$ 600 milhões. 
As criações do Cirque du Soleil já ganharam diversas premiações, tais como Bambi, Rose d'Or, Gemini e o Emmy. Em 2004, a Interbrand consultoria classificou o nome Cirque du Soleil como o 22º nome de maior impacto global.
O Cirque du Soleil apresentou o espetáculo "Saltimbanco" no Brasil em Agosto de 2006. Pela primeira vez no país, a companhia canadense escolheu um de seus espetáculos mais famosos para mostrar ao público de São Paulo e Rio de Janeiro.
Segundo a organização do evento, a trupe, que tem espetáculos encenados em todo o mundo, demorou para ir ao Brasil devido à falta de patrocínio. A estrutura, de acordo com a direção do espetáculo, é muito custosa: são 51 artistas, além de toda a equipe técnica. "Para cada artista, precisamos de cerca quatro técnicos", disse Matthews Jessner, diretor artístico do grupo. O equipamento - que inclui a tenda, de 50 metros - pesa cerca de 150 toneladas e viajou de Buenos Aires para São Paulo de carreta.
O Cirque du Soleil tem sido descrito como um "circo moderno" cheio de histórias e performances estonteantes, mas os shows não utilizam animais. Há vários espetáculos rodando o mundo e outros fixos em cidades como Orlando e Las Vegas (EUA).
Os números sofrem influência do teatro mambembe, do próprio mundo circense, da ópera (ops, mais sinais de Jérôme por aqui), do balé e do rock. O espetáculo começa através de um conceito criativo, geralmente com elementos de uma história central, aliada ao desenvolvimento do design do show e a seleção de um compositor para a música. Há contorcionismo, malabarismo, palhaços e trapezistas, todos com roupas coloridas e maquiagens. Demonstra traços medievais e barrocos. Os shows fazem uso de música ao vivo, a língua falada durante o espetáculo é o "Cirquish", um dialeto imaginário criado pela companhia. A trupe do circo é hoje membro da Calçada da Fama do Canadá.
Suas performances disponibilizam-se em DVDs e CDs e estão sempre com espetáculos em toda parte do planeta.
Um dos shows mais famosos do Cirque é o Alegria, cuja música tema é Querer, um tango. Seria tudo isso (Buenos Aires, Querer, uma homenagem silenciosa ao criador do Le Grand Magic Circus, Jérôme Savary?)
E quando ouço Querer no Laptop, fico imaginando a carinha do Jullius quando entregou à minha flor girassol um presente, o CD com os melhores momentos musicais desse grupo, que já faz parte de nossa rotina. 

PS: as fotos são dos shows SALTIMBANCOS e O


31.12.08

Atravessando mais um limiar


Muitos me telefonaram no Hospital: Cristina Miranda, Hilza DaSilva, Steve DelRoy, Armando Barreto, Frederico Barbosa, Carol LM, Nicholas Barbosa (meus filhos), Elaine Loretto, Adairton, Junior Mendes, Eliene e João, Alex Ferro e Raffaela, Andreza Priscila sempre-muito-preocupada, Billy Souto Maior, Bill Kantrowitz, Robson Lemos, Beth do BT, Nahur Fonseca, Mauricio Filho, José Ferreira da Silva Neto, Lucia Souto Maior, Suely Franco McQuilken, Professor Julio, Marcos Coutinho, Edel Holz, Cristina Borges, Marcelo Malcher, Claudia Carmo, Liliane, Cristina e Cristiane Paiva, Armando Rozário, Luiz Garcez, Tia Jamile, Maria Lucia, Rosane (minhas irmãs), Flávia Lima Torres, Eduardo Lima Torres, David Adnopoz, José Carlos Moraes, Edirson Paiva, Edirson Júnior, Ricardo Barbosa, Suely Franklin, Piedad Rueda, Elisa Garibaldi, Victoria e outros que juro não lembrar por estar lotado de narcóticos contra a dor que me assolava no número 7 (depois baixou para 4). 
Os emails chegaram às dezenas. Vieram de Lençóis, na Bahia (Professor ZéCarlos Moraes), de Monteiro Lobato, em São Paulo (Glaico Costa), de Curitiba, de Macaé, Florianópolis, do Rio de Janeiro, Niterói, de Rio das Ostras, Tamoios, Barra de São João, Saquarema, Lisboa, Barcelona, Belém (grande Djalma Filho) e outras cidades, sempre com aquela mensagem de otimismo e com as estimas de recuperação. Como agradecer a todos pela preocupação comigo? Bem, afinal fiz um “big deal” dessa minha internação. 
A diferença foi a presença física do “Seu” Jaime, meu anjo da guarda, do Pié, mentor espiritual, do Daniel Nocera, grande músico e amigo, Eni Sampaio, amiga de longas datas, Evaldo e a noiva, Cláudio Reis, Beth Reis, amigos de Boston, Mr. Alain De Paula, amigo e meu chefe na escola World and I Institute. Jamais esquecerei da força que recebi da “roomate” Andréia Saliba, que me levou ao Hospital em crise pós-operatória e no dia do “discharge” foi me buscar e me levou para fazer compras nos últimos minutos do mercado aberto no dia de Natal. 
E quero ainda “pontuar” a importância que Lindy Lebouthillier Serra deu ao meu momento especial. Não faltou um dia de visitas no Hospital, levando-me o calor e amizade que um “doente” sente quando não tem sua família por perto. De volta em casa, aqui em Saugus, muitos repetiram suas chamadas. Das novas ligações, fiquei bem feliz com a do amigo Flávio Cavour e da presença de Dra. Janine, José Milbs, Nato Reis, Vania Pacheco (Emilia Fritex) e Regina Veiga no MSN. 
Pelo telefone e pelo email móvel, a presença constante da minha linda namorada e sua fé imbatível me fizeram acreditar o tempo todo que Deus e meus protetores não sairam um momento siquer de meu lado. Graças a suas constantes orações e sua voz doce e relaxada no telefone, que me deixaram mais calmo e confiante no futuro. 
Soube, pela TV Internacional, que meu ex-chefe na TV Globo, o grande ator e diretor Fábio Sabag, faleceu hoje pela madrugada (31/12) do mal que me assolava. Fiquei pensando: E se eu não tivesse operado na hora certa, o mesmo poderia me acontecer?
Agora, posso comentar: amigos homens, não deixem passar e com o cuidado necessário, façam seus exames de PSA e encarem a famosa “dedada”, claro, sem se deixarem apaixonar…. Segundo o resultado patológico, estou “livre” desse mal, com mais de 90% de chance de estar curado completamente. Ontem, dia 30, o médico tirou a sonda. Fiquei independente de novo. Recomeçando.
Uma estadia em hospital não é nada agradável, principalmente quando se tem uma cirurgia delicada para fazer. São várias etapas, sendo a anestesia uma das interessantes, pois, como aconteceu comigo, o intestino pode “trancar”. Daí, veio a dor do pós. Nada passava do meu estômago. Comecei a série de “throw-ups” (em inglês choca menos, mas é vômito mesmo) e voltei a me internar. Recebi um presente: um tudo enfiado no nariz para retirar todo aquele líquido indesejado. Mais dez dias de "hospedagem" na primeira classe do Beth Israel Hospital, aliás um hospital judeu e eu não sou circuncizado. Mesmo assim, não me confundiram com um palestino, embora minha nova cara se pareça um pouco com a do Yasser Arafat. Sem perigo, essa nova guerra que assola judeus e palestinos não entra naquele hospital!
As enfermeiras, sempre muito atentas e prestativas, se revezavam na tarefa árdua de me fornecer os remédios na hora certa, verificando meus sinais vitais com muita profissionalidade. E jamais esquecerei da generosidade de Caroline (na foto acima), Nicollete, Heather e Carnie, além de outras. Essas foram as que mais trataram de mim, principalmente a Caroline, com sua atenção completamente desdobrada e me chamando o tempo todo de Mister Barbosa prá lá e prá cá. Educadíssima!
Acredito, também, que passei por essa com mais serenidade, graças à amabilidade dessas moças e de seu trabalho impecável. Ao Dr. Martin Sanda e sua equipe, com Dr. Williams, Dr. Ahmred, só tenho que agradecer a paciência comigo. 
Em algumas madrugadas no hospital, acordei assustado com sonhos incríveis. E num dos sonhos que tive durante essa jornada, atravessei diversos limiares, com o meu objetivo de herói me transportando para o momento em que, em Março, depois dessa longa cavalgada, entrarei num Castelo com a minha espada Excalibur para “libertar” minha princesa, que me fará avançar, sem limites, para outros limiares ainda mais (im)possíveis. Meu desejo tem um nome! 
E, depois, como recompensa, ter minha amada bem pertinho de mim, me acariciando e me enchendo de beijinhos, encostando e deslizando meu rosto no dela, remendando meus pensamentos desconsertados e costurando meus elementos metafísicos. Viva 2009! Em poucos dias entrarei no Castelo! De preferência, com um fundo musical parecido com Divano!




4.12.08

Boston, Zero Grau



A água se transforma em gelo a zero grau Celsius. Hoje pela manhã, o parabrisa do carro estava congelado. Sinal de que em poucos dias teremos frio para valer. Os capotes, japonas, casacos, cachecóis, botas especiais, pás, raspadores, vassourinhas, snow plowers e claro, a própria neve, vão todos dar o de sua graça e fazer de Boston uma cidade ainda mais colorida. É o inverno chegando na Nova Inglaterra.
Enquanto alguns “brazilinos” reclamam que há pouco serviço, outros vão se aproveitando das inúmeras vagas deixadas pelos que têm, de fato, medo e até mesmo pavor do frio e já começam a migrar para a ensolarada Flórida. É o vai-e-vem e leva e traz da vida brazuc’americana nos EUA.
Conheço Claudio Reis há 5 anos. Ele veio de Governador Valadares e se instalou em Boston em 2000 com sua amada Beth. É o brasileiro mais adaptado com o frio. Trabalhando em 2 empregos (durante o dia como cozinheiro e à noite como segurança de Night Club), Claudio reitera sua opinião quase todos os dias. Ele diz: “Adoro! E é bem melhor para trabalhar!”
Muita gente fica com as mãos congeladas, os pés incrivelmente frios, o nariz às vezes nem dá para sentir de tão dormente, os rapazes reclamam que não podem pegar no bilau no break do xixi com medo de congelar o dito cujo. As mulheres brasileiras, que usam aquelas calcinhas bem apertadinhas e curtinhas, precisam comprar umas do tipo “libece” que mamãe usava nos anos 50 em Campos. Diversos senhores e senhoras passam a usar ceroulas. 
Para acrescentar um pouco de drama à aventura de enfrentar a neve que se aproxima, várias cidades de Massachusetts que fazem parte da grande Boston, têm ladeiras que se tornam perigosíssimas e são um convite a sustos e batidas totalmente hilárias, se não atrapalhassem bastante a rotina do motorista desavisado. Imagine-se a 30, 40 Km por hora, descendo uma ladeira congelada e de repente, é obrigado a dar uma “suave” freada. 
Companheiro, pode não acontecer nada. Mas seu carro vai deslizar mais do que um brinquedo da Disneyworld. E você vai se lembrar das corridinhas de rolimã que fazia ladeira abaixo em qualquer cidade brasileira. Daí, dentro do seu carro, coração a mil, você tenta controlar, o carro descendo, desliza prum lado, depois pro outro, (você reza!) e se der sorte ele pára no meio da rua sem bater em outro que estiver estacionado ou vindo em direção contrária. Mas quem disse que “todos” têm sorte?
O que vai melhorar a partir desse inverno é que o dia termina às 4 da tarde, baixando aquela escuridão e a rapaziada, cansada das mesmices globais da TV Internacional, começa a sair pros Happy Hour, pros Videokes e, pasmem, para a escola de inglês. Os locais de encontro ficam cheios até….10 da noite. Porque, tratando-se de uma região-dormitório, onde as universidades começam a despertar seus alunos bem cedo, também no ambiente do trabalho do dia-a-dia acaba sendo assim. 
Os imigrantes precisam ir pras suas obras, pros seus “clíns”, pras “dichas”, “parkeando” seus carros sem problemas na frente dos escritórios e lojas. Bem, claro, há as exceções, os que se podem dar ao luxo de ficar no Café Belô, no Sal e Braza ou no Samba Bar até altas horas.
Com Zero Grau fizemos o último espetáculo, Caffé Concerto, virar um happening em Lexington no domingo, dia 30. Mesmo com o frio que se abateu pela cidade logo depois da chuva de sexta e sábado, o teatro (quase) encheu. Foi uma homenagem ao artista Italo-Americano “Farfariello”, Eduardo Migliaccio, que enchia os palcos, bares e restaurantes de Nova York nos anos 10 do Século XX. Ele foi considerado o Rei do Esquete em sua época, tendo criado 150 personagens. O Chico Anisio de lá! 
Da Itália, vieram Maurizio Merolla, Laura Pugliese, Mauro Arbusti, Marco Iezzi e… Veronica, filha de 15 anos do Maurizio e que deu um show ao dançar Tarantela e Tango. Laura é uma soprano maravilhosa, que solta uns agudos incríveis ao cantar com Marco o “Tace il Labbro”, duo perfeito da ópera A Viúva Alegre, de Franz Lehar. 
Acho mesmo que Caffe Concerto merece um blog “of its own”, mas me atrapalha quando participo de algo tão belo e minha escrita parece querer pedir confete. Outro dia, fui chamado de presunçoso e metido por uma pessoa importante para a minha vida. Portanto, tenho que tomar cuidado. Nada de narcisismo. O espetáculo foi legal e basta! Quem quiser fotos e outras notícias da performance, me escrevam “in private, please”. 
Com a expectativa da neve que começa a cair esta semana, também começo a desacelerar o motor que não parou nestes últimos 40 dias de trabalho, sem um dia de folga siquer, vivendo amor em longa distância e tendo que faturar o das próximas férias. Estarei fora de combate por 3 semanas. Entrarei  numa “fria”, mas talvez consiga sair dessa com a alma, o corpo e o coração regenerados. E pretendo fazer parte dos índices positivos do Beth-Izrael Hospital de Boston. Fora de combate não quer dizer fora do ar, nesses tempos internautas. 
José Milbs e Armando Barreto andaram lendo meu blog com atenção, pois descobriram que estou de novo apaixonado. Dos meus 17 leitores, pelo menos 2 se tocaram. Aliás, Tania Schuller também andou meio preocupada, porque não sabia que eu e Elaine tínhamos nos separado. Agora, em segunda mão, para os que ainda não sabiam, faço desse hebdomadário virtual meu porta-voz. E não foi uma “gelada”, porque o que deve permanecer de uma separação com filhos maravilhosos, frutos de um relacionamento concreto, são a compreensão, a benevolência e a atitude proativa. 
Como diria João do Vale, que nunca teve que enfrentar o frio do "nordest'américano" e quando viajou do Maranhão para São Paulo num pau de arara no final dos anos 50: “Deus ajudando, a gente chega lá!”

Até a próxima!

18.11.08

Sem você, meu amor, eu não sou ninguém (II)



Saí dirigindo pelas ruas da cidade, enquanto Fagner cantava Deslizes no CD player do carro, disfarçando a saudade imensa que sinto de você, querendo trazer você pra mim, recebendo seu abraço e atendendo meu desejo tão antigo. Mas a chuva e os sinais de trânsito me obrigaram a ter mais atenção e diminuir o som. Foi quando comecei a lembrar o que você tinha comentado outro dia. E então….
Quando você me disse que estava sorrindo de novo, fiquei feliz, porque sei que você até se diverte com suas próprias mazelas. Como isso é somente uma defesa natural, para que você preserve o seu eu e os outros eus, quando você chora é porque acaba descobrindo que o equívoco foi cometido por você mesmo. E por quê chamar isso de fracasso?
No fundo, é o próprio sucesso pessoal, quando a gente descobre que é bom, quando faz o melhor para a família, se entrega a um trabalho prazeiroso e cuida de amar.
O seu espírito, estando aberto para receber essa energia, pode ocasionar efeitos duradouros em seus planos de buscar uma vida nova, aberta aos novos tempos, na paz que deseja, com a vida mais leve e melhor direcionada. Se, por um lado, a distância nos separa, por outro o sentido espiritual de nosso encontro é o que nos faz respirar esse novo ar. 
Aumentei o som de novo. E me lembrei que você adora o grupo ERA. Me deu vontade de escutar Divano e parei num sebo de discos em Cambridge. Afinal, dentro do carro não daria para eu ligar o laptop e abrir no YouTube. Entrei na loja, procurei os grupos New Age, acabei encontrando raridades de Yanni, Enya, Pink Floyd, Pendragon, Enigma, Deep Forest e descobri, num rack especial, um CD original com a música Divano, o ERA 2. 
Era foi um projeto musical do francês Eric Levi, que se baseava em chants (cantos) numa lingua imaginária parecida com o latim. A banda misturava música clássica, ópera, cantos gregorianos com estilos contemporâneos. Algumas delas foram usadas em trilhas sonoras de filmes como Os Visitantes (Les Visiteurs, em francês) e num filme de Sylvester Stallone, o “Driven”. 



Eric Levi usava coros em inglês ao gravar as canções. “Ameno”, que aparece no primeiro CD (Era)  foi utilizada na Austrália em propaganda para a Optus Communications. Foram vendidos mais de 10 milhões de Cds da banda. Era também é famosa entre os fans de arte marcial, devido à canção Enae Volare Mezzo, que é tema de um famoso lutador de artes marciais, o russo Fedor Emelianenko. A música Ameno Dorime é usada como tema do irmão mais jovem de Fedor, Alexsander, também lutador de artes marciais. 
Logo voltei para o possante Jipe Jimmy, coloquei o CD na maior altura e você voltou a voar na minha memória. Dessa vez, dançando pelas ruas de Arlington, ao ritmo calmo e de movimentos marcantes que a música sugere. Como a história que te leva para um passado no qual você acha que viveu. Com uma experiência vívida, entregue às suas mãos por alguém que te ama, que nos fez nos ligar de novo através dessa música especial, por todos os tempos.
Para os curiosos, sugiro uma busca no YouTube. Porque este CD aqui já tem dona!

Sim, exatamente, aquela sem a qual não sou ninguém…