
Muitos me telefonaram no Hospital: Cristina Miranda, Hilza DaSilva, Steve DelRoy, Armando Barreto, Frederico Barbosa, Carol LM, Nicholas Barbosa (meus filhos), Elaine Loretto, Adairton, Junior Mendes, Eliene e João, Alex Ferro e Raffaela, Andreza Priscila sempre-muito-preocupada, Billy Souto Maior, Bill Kantrowitz, Robson Lemos, Beth do BT, Nahur Fonseca, Mauricio Filho, José Ferreira da Silva Neto, Lucia Souto Maior, Suely Franco McQuilken, Professor Julio, Marcos Coutinho, Edel Holz, Cristina Borges, Marcelo Malcher, Claudia Carmo, Liliane, Cristina e Cristiane Paiva, Armando Rozário, Luiz Garcez, Tia Jamile, Maria Lucia, Rosane (minhas irmãs), Flávia Lima Torres, Eduardo Lima Torres, David Adnopoz, José Carlos Moraes, Edirson Paiva, Edirson Júnior, Ricardo Barbosa, Suely Franklin, Piedad Rueda, Elisa Garibaldi, Victoria e outros que juro não lembrar por estar lotado de narcóticos contra a dor que me assolava no número 7 (depois baixou para 4).
Os emails chegaram às dezenas. Vieram de Lençóis, na Bahia (Professor ZéCarlos Moraes), de Monteiro Lobato, em São Paulo (Glaico Costa), de Curitiba, de Macaé, Florianópolis, do Rio de Janeiro, Niterói, de Rio das Ostras, Tamoios, Barra de São João, Saquarema, Lisboa, Barcelona, Belém (grande Djalma Filho) e outras cidades, sempre com aquela mensagem de otimismo e com as estimas de recuperação. Como agradecer a todos pela preocupação comigo? Bem, afinal fiz um “big deal” dessa minha internação.
A diferença foi a presença física do “Seu” Jaime, meu anjo da guarda, do Pié, mentor espiritual, do Daniel Nocera, grande músico e amigo, Eni Sampaio, amiga de longas datas, Evaldo e a noiva, Cláudio Reis, Beth Reis, amigos de Boston, Mr. Alain De Paula, amigo e meu chefe na escola World and I Institute. Jamais esquecerei da força que recebi da “roomate” Andréia Saliba, que me levou ao Hospital em crise pós-operatória e no dia do “discharge” foi me buscar e me levou para fazer compras nos últimos minutos do mercado aberto no dia de Natal.
E quero ainda “pontuar” a importância que Lindy Lebouthillier Serra deu ao meu momento especial. Não faltou um dia de visitas no Hospital, levando-me o calor e amizade que um “doente” sente quando não tem sua família por perto. De volta em casa, aqui em Saugus, muitos repetiram suas chamadas. Das novas ligações, fiquei bem feliz com a do amigo Flávio Cavour e da presença de Dra. Janine, José Milbs, Nato Reis, Vania Pacheco (Emilia Fritex) e Regina Veiga no MSN.
Pelo telefone e pelo email móvel, a presença constante da minha linda namorada e sua fé imbatível me fizeram acreditar o tempo todo que Deus e meus protetores não sairam um momento siquer de meu lado. Graças a suas constantes orações e sua voz doce e relaxada no telefone, que me deixaram mais calmo e confiante no futuro.
Soube, pela TV Internacional, que meu ex-chefe na TV Globo, o grande ator e diretor Fábio Sabag, faleceu hoje pela madrugada (31/12) do mal que me assolava. Fiquei pensando: E se eu não tivesse operado na hora certa, o mesmo poderia me acontecer?
Agora, posso comentar: amigos homens, não deixem passar e com o cuidado necessário, façam seus exames de PSA e encarem a famosa “dedada”, claro, sem se deixarem apaixonar…. Segundo o resultado patológico, estou “livre” desse mal, com mais de 90% de chance de estar curado completamente. Ontem, dia 30, o médico tirou a sonda. Fiquei independente de novo. Recomeçando.
Uma estadia em hospital não é nada agradável, principalmente quando se tem uma cirurgia delicada para fazer. São várias etapas, sendo a anestesia uma das interessantes, pois, como aconteceu comigo, o intestino pode “trancar”. Daí, veio a dor do pós. Nada passava do meu estômago. Comecei a série de “throw-ups” (em inglês choca menos, mas é vômito mesmo) e voltei a me internar. Recebi um presente: um tudo enfiado no nariz para retirar todo aquele líquido indesejado. Mais dez dias de "hospedagem" na primeira classe do Beth Israel Hospital, aliás um hospital judeu e eu não sou circuncizado. Mesmo assim, não me confundiram com um palestino, embora minha nova cara se pareça um pouco com a do Yasser Arafat. Sem perigo, essa nova guerra que assola judeus e palestinos não entra naquele hospital!
As enfermeiras, sempre muito atentas e prestativas, se revezavam na tarefa árdua de me fornecer os remédios na hora certa, verificando meus sinais vitais com muita profissionalidade. E jamais esquecerei da generosidade de Caroline (na foto acima), Nicollete, Heather e Carnie, além de outras. Essas foram as que mais trataram de mim, principalmente a Caroline, com sua atenção completamente desdobrada e me chamando o tempo todo de Mister Barbosa prá lá e prá cá. Educadíssima!
Acredito, também, que passei por essa com mais serenidade, graças à amabilidade dessas moças e de seu trabalho impecável. Ao Dr. Martin Sanda e sua equipe, com Dr. Williams, Dr. Ahmred, só tenho que agradecer a paciência comigo.
Em algumas madrugadas no hospital, acordei assustado com sonhos incríveis. E num dos sonhos que tive durante essa jornada, atravessei diversos limiares, com o meu objetivo de herói me transportando para o momento em que, em Março, depois dessa longa cavalgada, entrarei num Castelo com a minha espada Excalibur para “libertar” minha princesa, que me fará avançar, sem limites, para outros limiares ainda mais (im)possíveis. Meu desejo tem um nome!
E, depois, como recompensa, ter minha amada bem pertinho de mim, me acariciando e me enchendo de beijinhos, encostando e deslizando meu rosto no dela, remendando meus pensamentos desconsertados e costurando meus elementos metafísicos. Viva 2009! Em poucos dias entrarei no Castelo! De preferência, com um fundo musical parecido com Divano!